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Política

Cobertura especial: dez matérias sobre a crise entre Bolsonaro e Moro

diego@vortex.media

O impasse entre Jair Bolsonaro e Sergio Moro permanece. O ministro da Justiça deu seu ultimato – e o redobrou ao final da tarde. Se o presidente bicar o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, como prometera mais cedo, Moro sai com ele. Se o presidente recuar, como costuma fazer em situações do tipo, Moro fica.

Vortex apurou intensamente a crise no decorrer do dia. Segue atento aos desdobramentos de uma crise que pode acelerar a espiral de destruição política do governo Bolsonaro. Confira aqui tudo o que publicamos, excepcionalmente aberto a não assinantes.

Seguem, abaixo, as principais informações e análises que publicamos hoje, em ordem cronológica:

Moro empareda Bolsonaro

O Ministro da Justiça, Sergio Moro, emparedou o presidente da República. Bolsonaro decidiu trocar o diretor da PF sem consultá-lo. Moro disse ao presidente que, se confirmada a substituição, vai embora do governo. Está dado o ultimato. Leia mais.

O movimento de Moro e a Teoria dos Jogos

Uma das lições mais elementares da Teoria dos Jogos, ou da arte da estratégia, diz respeito a ultimatos. Ameaças somente são críveis e podem, portanto, dar resultado se quem dá o ultimato está disposto a levar a cabo o que promete. Leia mais.

Estratégia FHC: Bolsonaro quer controle sobre as investigações do país

A insistência de Bolsonaro em trocar Valeixo por um diretor da PF que lhe seja fiel faz sentido, em face de como o presidente enxerga o exercício do poder – e o que ele, o presidente e sua família, tem a temer. Leia mais.

Assessores de Moro pedem que ele saia se Bolsonaro confirmar saída de Valeixo

Dois assessores leais a Moro, que entraram com ele no governo, aconselharam há pouco o ministro a cumprir seu ultimato. Ou seja, caso Bolsonaro troque o diretor-geral da PF, que Moro peça demissão e não aceite qualquer tipo de negociação, de solução intermediária. Leia mais.

Moro redobra o ultimato ao Planalto: “Exoneração – e a pedido”

Procurado há pouco por um ministro da ala militar, que buscava uma conciliação, Moro foi inflexível. “A exoneração é a pedido”, reafirmou Moro ao outro ministro. É a terminologia do Diário Oficial para pedidos de demissão. Leia mais.

Análise: ainda que Moro fique (por enquanto), o governo Bolsonaro não será mais o mesmo

Mesmo que Moro fique no cargo e haja uma improvável distensão entre ele e o presidente, a relação de ambos não será mais a mesma. Restou, e restará, pouca confiança. Leia mais.

Líderes da Lava Jato sobre a situação de Moro: “E não era óbvio lá atrás?”

Antes de Moro aceitar ser ministro de Jair Bolsonaro, líderes da Lava Jato, como juízes, delegados e procuradores, aconselharam-no a não aceitar o cargo. O movimento conspurcaria com tintas políticas o trabalho de todos na operação. Ademais, todos sabiam das suspeitas de ligação de aliados de Bolsonaro com milicianos do Rio. Leia mais.

Exclusivo – Secretário Nacional de Justiça: “O ministro (Moro) mantém e manterá sua dignidade”

O secretário Nacional de Justiça, Vladimir Passos, desembargador aposentado e amigo leal de Moro, mandou há pouco (16h48) a seguinte mensagem a um grupo de juízes federais influentes. Leia mais.

Análise: a disputa pelo futuro da PF

Mesmo que o impasse de hoje seja vencido, restará em aberto o futuro da Polícia Federal. A questão vai além da permanência de Maurício Valeixo, atual diretor-geral e homem de confiança de Sergio Moro. Leia mais.

Delegados da PF pedem mandato para diretor-geral e maior autonomia para instituição

Nota de duas entidades de delegados da PF: “A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) acompanham, mais uma vez, notícias sobre uma possível substituição do Diretor-Geral da Polícia Federal. Novamente, vemos deputados, senadores, Presidente da Câmara e outras autoridades defendendo publicamente a autonomia da instituição. Bandeira que ajudou a eleger vários representantes do povo tanto no Executivo quanto no Legislativo”. Leia mais.

Além da cobertura especial sobre a crise de Moro e Bolsonaro, o Vortex também publicou uma análise – para assinantes – de Leandro Loyola sobre o esvaziamento de Paulo Guedes:

PAC de Bolsonaro expõe encolhimento de Paulo Guedes na crise

O mais importante do anúncio do programa Pró-Brasil, o PAC do governo Bolsonaro, foi a ausência do ministro da Economia, Paulo Guedes. A existência do plano é consequência do encolhimento do ministro durante a crise e ameaça sua permanência no cargo. Leia mais.

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