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Política

Moro empareda Bolsonaro

diego@vortex.media

O Ministro da Justiça, Sergio Moro, emparedou o presidente da República. Bolsonaro decidiu trocar o diretor da PF sem consultá-lo. Moro disse ao presidente que, se confirmada a substituição, vai embora do governo. Está dado o ultimato.

O pedido virtual de demissão é um movimento radical de Moro para impedir Bolsonaro de mexer na PF. A eficácia desse ato dependerá da reação nas redes nas próximas horas (Bolsonaro testará isso). Se Bolsonaro for em frente, Moro sai. Se Bolsonaro recuar, Moro fica. É razoável esperar que essa crise se encerre hoje. A ver se o presidente recua, como de hábito.

Se a demissão de Moro se confirmar, Bolsonaro perde sua principal âncora social – a Lava Jato. O destino de Guedes, mantido o fortalecimento de Braga Netto, é o mesmo. Restaria um governo de militares e radicais, sendo seviciado pelo Centrão por cargos para sobreviver.

Se Bolsonaro prosseguir com a estratégia de esvaziar Rodrigo Maia, associando-se aos líderes dos partidos que foram pilhados na Lava Jato e no mensalão, e trocando o diretor da PF nesse, digamos, contexto, vai comprar uma senhora briga. O presidente é uma usina de crises.

A pergunta mais interessante neste momento é: por que Bolsonaro insiste em querer trocar o diretor da PF? O que Valeixo fez de errado ou deixou de fazer corretamente? Talvez personagens como Queiroz tenham parte da resposta.

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