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Política

Análise: um militar forte projeta uma Casa Civil fraca

(atualizado: 13/02/2020, 18:15) diego@vortex.media

Os principais líderes de Brasília amanheceram nesta quinta com uma convicção reforçada: o governo Jair Bolsonaro passa por seu pior e mais frágil momento político - e, diante da opção de um militar para a Casa Civil, não há perspectiva de melhora. Forma-se um consenso, proceda ele ou não, de que o Planalto é incapaz de estabelecer prioridades claras para sua agenda legislativa e, não menos importante, para sua interlocução institucional com Estados e municípios. E é incapaz disso em função da ausência de um czar político. Ou, ao menos, de um núcleo político forte, que tenha poder de negociação e coordenação interna (junto aos ministérios) e externa (junto a parlamentares, sobretudo).

Os políticos sentem falta, portanto, de uma Casa Civil tradicional. Sem ela, prevalece a inoperância, com consequências inevitáveis no Congresso. Mesmo que ocupada por um militar, e especialmente se ocupada por um militar, e não por um político versado na linguagem do Parlamento, não há capacidade operacional para atacar (aprovar projetos, MPs e reformas) e para defender (desarmar conflitos cotidianos e conter crises agudas). Com PECs pululando do governo e partidos cada vez mais fragmentados, a necessidade de uma Casa Civil forte nunca foi tão evidente.

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