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Política

O dia da cascata em Brasília

(atualizado: 04/02/2020, 19:22) diego@vortex.media

O primeiro dia de trabalho no ano do Congresso e do Judiciário seguiu o rito previsível de asseverar previsibilidade pretérita e futura onde ela não existe. Foi como sempre: muito discurso empolado e pouco compromisso real. Os salamaleques e a afetação das cerimônias não escondem a falta de substância e honestidade delas. É um exercício institucional que se reduz, como tantos nessa República, ao exercício político de se falar muito para se dizer pouco. Ou, nos bons momentos, repetir platitudes vazias sobre diálogo, pacificação e harmonia. A se acreditar nos discursos, vivemos na Noruega.

O caráter ritualístico, performático e repetitivo do dia que inaugura oficialmente o ano político e judiciário bota a plateia para dormir. As altas doses de tédio dopam todos nós, mesmo os que estão em estado de alerta sobre a situação do país. Difícil extrair algo de útil, que possa iluminar como, de fato e concretamente, os homens que chefiam os Três Poderes pretendem resolver os problemas do Brasil.

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