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Política

Apesar da política, mercado melhora sua percepção sobre o Brasil

A queda de um dos indicadores do risco-país para o menor patamar desde 2010 é resultado dos bons resultados obtidos pelo governo Jair Bolsonaro este ano na economia, apesar da confusão na área política. A aprovação da reforma da Previdência e o conjunto de medidas do Programa Mais Brasil produziram a melhora na percepção dos investidores internacionais em relação à capacidade de o Brasil voltar a crescer.

Por que isso importa?

A melhora nesses indicadores mostra que o mercado internacional reconhece o Brasil como um lugar mais seguro para investimentos.

  • O indicador que melhorou nesta segunda-feira (16/12) foi o Credit Default Swap (CDS), que ficou na casa dos 98 pontos. Essa indicação se soma à mudança que a agência de classificação de risco Standard & Poor´s anunciou na semana passada, de alterar a perspectiva do risco do Brasil de estável para positiva.
  • O Brasil ainda tem uma má posição no principal indicador levado em conta pelas agências em relação, a relação entre a dívida do país e o PIB, mas a reforma da Previdência melhorou as perspectivas.
  • O fato de o mercado se mostrar mais amável com o Brasil será encampado pelo governo como uma conquista sua, mas também cairá no colo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-SP). Foi Maia quem, me meio às confusões políticas do Palácio do Planalto, tocou a reforma da Previdência. O mercado financeiro e o Congresso sabem disso.
  • A outra parte da melhora nos indicadores se deve às esperanças depositadas no Programa Mais Brasil, um conjunto de medidas que mudam a execução do orçamento do governo e limitam gastos públicos.
  • O bom resultado é, em grande parte, devido ao fato de os investidores terem percebido que, apesar das deficiências do governo na área política, as medidas econômicas caminharam bem graças ao Congresso.

A melhora atestada nesta segunda-feira é um bom sinal, mas ainda tímido. A situação do Brasil já foi muito melhor: em 2010, o país possuía o grau de investimento, uma espécie de selo de qualidade concedido pelas três principais agências de classificação de risco. Perdeu essa condição em 2015, após a deterioração da economia no governo Dilma Rousseff. Obviamente, esse bom humor momentâneo depende de como vão caminhar no Congresso no ano que vem não só o Pacote Mais Brasil, como a reforma tributária.

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