(Rodolfo Almeida/Vortex)
Política

Assédio sexual no governo: “Na sala de reuniões da Funai, ele desceu com a mão apalpando minhas nádegas”

(atualizado: 03/12/2019, 10:44) larissa@vortex.media

K. tem 28 anos e trabalha numa empresa de tecnologia. Segundo relato dela, em 2017, quando prestava serviços na Fundação Nacional do Índio (Funai), foi chamada por um coordenador para discutir um projeto em uma sala de reuniões. Ainda na porta, ele puxou a mão de K. Deu dois beijos em seu rosto. Então, escorregou as mãos por seu corpo e apalpou suas nádegas. "Isso é normal aqui. Não fica assim", ele disse, sempre de acordo com o testemunho de K.

S. tem 31 anos e é representante comercial de uma empresa que também presta serviços para a Funai. Ela sofreu assédio sexual do mesmo coordenador de tecnologia da fundação, meses antes de K.. O assédio, dessa vez, foi virtual. Imediatamente depois de sair de uma reunião com o rapaz na Funai, S. recebeu uma mensagem no WhatsApp, a que o Vortex teve acesso. “Ele dizia que gostaria de me ver 'com uma saia ainda mais curta’. Voltei no outro dia de calça comprida e acompanhada de um funcionário homem. Mesmo assim, o coordenador não parou", diz S. Ao reportar o caso para seu chefe, ouviu que devia esquecer o caso. Dali em diante, S. deixou de acompanhar o contrato com a Funai.

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