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Política

Aliança, partido de Bolsonaro, quer Datena candidato a prefeito de São Paulo em 2020

wilson@vortex.media

Caso consiga formar-se até março do ano que vem, o Aliança pelo Brasil, futuro partido do presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, quer lançar o apresentador José Luiz Datena como candidato a prefeito de São Paulo. No Rio de Janeiro, o candidato desejado é o deputado federal Otoni de Paula, hoje no PSC.

Como criador e futuro presidente do partido, a palavra final sobre os eventuais candidatos a prefeito do Aliança será dada por Bolsonaro, segundo duas fontes do novo partido diretamente envolvidas nessa negociação.

  • Datena é amigo de Bolsonaro e seu entrevistador mais frequente. Chegou a ser sondado pelo PSL para concorrer em 2020, a pedido do presidente. Com a saída do PSL, Bolsonaro quer convencer Datena a ingressar no Aliança e trocar a televisão pela política. Sempre cortejado por partidos, o apresentador quase foi candidato ao Senado em 2018, mas desistiu na última hora
  • No Rio, o deputado Otoni de Paula é uma preferência do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente. Apesar de ser do PSC, Otoni é um dos maiores defensores de Bolsonaro e vai migrar assim que o Aliança for criado. Pastor da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, o parlamentar também é visto como importante para aproximar o novo partido dos eleitores evangélicos
  • A fundação do Aliança será comandada pelo deputado Eduardo Bolsonaro. O nome será inspirado no Império (1822-89), assim como algumas diretrizes vão remeter ao Partido Conservador que atuou no século XIX. A ideia é realizar seminários conservadores em todo o Brasil, em um movimento que já vinha sendo organizado pelo próprio deputado
  • Se conseguir se formar a tempo da eleição municipal, o Aliança só lançará candidatos a prefeito em cidades consideradas estratégicas. Onde não tiver candidatos competitivos, a ideia é coligar-se a siglas alinhadas a pautas da direita. Essas opções são escassas. Fora o PSL, inimigo do Aliança, há poucas opções de partidos com esse perfil

Os próprios deputados bolsonaristas são reticentes em relação às chances de criar o Aliança a tempo de disputar a eleição municipal. São necessárias 491 mil assinaturas de apoiadores. A ideia de usar meios eletrônicos para isso é tem poucas chances de prosperar, devido à chance de ser barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Na terça-feira (26/11), a sessão em que o tribunal examinaria a questão foi suspensa por um pedido de vista e deve ser retomada na terça-feira (03/12).

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