Justiça

Lucas Tristão: mesmo investigado formalmente e suspeito de ser o principal operador do governador do Rio, mantém o cargo e ainda nomeia aliados no Estado

Diego Escosteguy - há 4 meses

Lucas Tristão, investigado formalmente perante o STJ como peça central da organização criminosa que agia no governo do Rio, não caiu após a Operação Placebo, deflagrada nesta semana. Manteve o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico. Mas não só. Aumentou sua força política.

Mesmo sob a suspeita de ser o principal operador do governador do Rio, ele segue forte como homem de confiança de Wilson Witzel. Participou das mudanças na estrutura do governo, anunciadas mais cedo.

Para espanto de pessoas próximas a Witzel e até de investigadores da Lava Jato, Tristão emplacou seu sub, Guilherme Mercês, como secretário de Fazenda.

Advogado com antiga relação com Witzel, Tristão sofreu buscas e teve o celular e documentos apreendidos. Há outras medidas cautelares contra ele.

Tristão é amigo do empresário Mário Peixoto, personagem essencial no esquema de corrupção nos contratos do governo do estado. Há até provas de que Tristão recebeu R$ 225 mil de Peixoto.

Diante dos elementos já obtidos, os investigadores acreditam que o escritório mantido por Tristão era um dos principais canais de lavagem e recebimento de propina da organização criminosa.

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