Justiça

Levi, o AGU, reclama a pessoas próximas da pressão de Bolsonaro para agir contra o Supremo; sua saída vira uma possibilidade

Diego Escosteguy - há 4 meses

Em desabafo com pessoas próximas, o advogado-Geral da União, José Levi, disse que a pressão do presidente Jair Bolsonaro para atacar o Supremo está insuportável. Levi sabe que qualquer movimento "fora da técnica processual" e "agressiva" contra os ministros significaria o fim de seu carreira pública.

Apesar de estar à frente da AGU do governo Bolsonaro, Levi é um quadro respeitado dentro do Supremo. Até aqui, sobretudo no inquérito contra o presidente, sob relatoria de Celso de Mello, agiu com sobriedade. Tanto que o despacho dele sobre o sigilo de partes do vídeo da reunião ministerial defendeu menos o presidente do que o parecer insólito da PGR.

Pessoas próximas a Levi, que o conhecem bem, acreditam que ele não mudará sua postura. E que, se a pressão seguir forte para ações heterodoxas, ele pedirá demissão.

Vortex não conseguiu apurar se Levi, de fato, recusou-se a apresentar o heterodoxo HC para impedir o depoimento de Weintraub, determinado pelo ministro Alexandre de Moraes. O habeas corpus acabou sendo peticionado pelo ministro da Justiça, André Mendonça, ex-AGU.

Newsletter

Reportagens exclusivas e as notícias mais quentes na sua caixa de e-mail.

Valorizamos sua privacidade. Nunca enviaremos spam ou compartilharemos suas informações com terceiros.

Assine

O novo modo de fazer jornalismo de que o novo Brasil precisa.

Apoie o nosso jornalismo para que possamos ajudar a elevar a democracia.
Assine Vortex