Justiça

Delegados da PF se convencem de falsidade ideológica na demissão de Valeixo e cogitam novo inquérito; funcionários do Planalto devem ser ouvidos

Diego Escosteguy - há 2 meses

Os delegados da Polícia Federal à frente do inquérito contra Jair Bolsonaro estão convencidos de que houve falsidade ideológica no ato de exoneração de Maurício Valeixo. Moro não assinou o ato, embora a assinatura digital dele conste na exoneração.

Pretendem pedir investigação específica sobre os funcionários da Presidência responsáveis pelas assinaturas no Diário Oficial. Querem ouvi-los, além de ter acesso a documentos internos do Planalto.

A dúvida que restava, entre eles e outras fontes envolvidas diretamente no caso, era processual. Ao menos até ontem à noite. Ou seja, se essa investigação seria feita no mesmo inquérito já aberto contra o presidente ou mediante a abertura de um novo inquérito.

A tendência do ministro Celso de Mello, diante de um caso tecnicamente simples como esse, é acolher o que a delegada Christiane Corrêa pedir, desde que dentro de parâmetros razoáveis. A delegada é a responsável pelo inquérito aberto.

Seja como for, os delegados querem obter das testemunhas - daqueles que participaram do processo de exoneração de Valeixo - o nome de quem determinou a inclusão de Sergio Moro. E assim avançar até se identificar quem foi o mandante desse ato de exoneração. Trabalha-se com a hipótese de que a ordem tenha sido verbal.

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