Justiça

As madrugadas produtivas do decano e seu renovado senso de propósito

Diego Escosteguy - há 1 semana

O inquérito contra o presidente Bolsonaro devolveu o ministro Celso de Mello a hábitos que ele tentava largar. O decano sempre gostou de trabalhar até os confins da madrugada, compenetrado em suas pesquisas, ao som de música clássica e abastecido por calorias do McDonald's.

Após superar recentemente problemas de saúde, tentava estabelecer hábitos mais saudáveis, como dormir cedo.

A investigação sobre as suspeitas de interferência indevida do presidente na Polícia Federal mudou tudo. O reconhecimento da gravidade e da relevância do caso empurraram o ministro aos antigos hábitos, embora suavizados. Ele trabalha de casa, em São Paulo, em função da quarentena.

De quarta para quinta, ele foi encerrou o expediente às duas da manhã. Sabe que não tem tempo a perder - a aposentadoria em novembro se aproxima.

Celso está dedicado a produzir um dos despachos mais sólidos de sua longa trajetória no Supremo. A iminente decisão acerca da publicidade do vídeo da reunião ministerial pode ser um precedente importante para os limites dos poderes presidenciais e, igualmente, para o direito do público de saber o que se passa na cúpula da República.

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