Justiça

A “questão” Bolsonaro causa fissuras silenciosas no Supremo

Diego Escosteguy - há 4 meses

Embora haja consenso entre os ministros do Supremo sobre os pendores autoritários do presidente, e embora o tribunal esteja unido quanto à defesa do Estado Democrático de Direito, aparecem dissensos discretos sobre o melhor modo de lidar com a "questão" Bolsonaro. Questão é o termo que alguns ministros usam para se referir ao presidente.

Alguns ministros avaliam que as ações do ministro Alexandre de Moraes no inquérito filipino (ou das "fake news") foram equivocadas. Outros enxergam exagero na avaliação do decano Celso de Mello sobre a gravidade do momento.

Mais cedo, o Vortex revelou o teor de uma mensagem enviada por Celso aos demais ministros, na qual disse temer um golpe militar e pediu resistência para proteger a ordem democrática.

Ao menos dois ministros avaliam, em conversas internas, que a corte deveria ter, em resumo, uma postura mais circunspecta.

Como os ministros estão unidos e acreditam ser necessário proteger o tribunal, é improvável que essas críticas reservadas venham a público.

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