Justiça

A expiação de Moro

Diego Escosteguy - há 1 semana

Como já indicou em entrevista à TIME desta semana, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro sabe que precisará dissociar-se do governo Bolsonaro e do que ele representa hoje. Também tem ciência do alto preço que está pagando pelo erro de ter acreditado nas promessas de Bolsonaro. E por talvez ter insistido em permanecer no cargo quando a realidade política de sua saída já se impunha.

Quem não suporta o ex-juiz da Lava Jato jamais acreditará, naturalmente, mas Moro embarcou no governo Bolsonaro com a melhor das intenções. Confiava que poderia promover mudanças substantivas em Brasília, com um programa forte de combate à corrupção e às facções criminosas.

Agora, além de se defender no inquérito contra Bolsonaro, mas no qual também foi envolvido como investigado pela PGR, Moro atravessa um período necessário de "expiação", inclusive no exterior.

Quer que as pessoas se lembrem de que sempre buscou servir o país, em especial o Estado de Direito. Quer, portanto, ser reconhecido como o juiz da Lava Jato - e não como um ex-ministro de um governo que pisoteia o mesmo Estado de Direito que ele tanto preza.

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