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Dados

Dados da Semana #7: desemprego, gastos com educação, desmatamento e direitos humanos

(atualizado: 22/11/2019, 17:49)

Essa é uma seleção feita pela Editoria de Dados do Vortex com os principais dados da semana terminada em 22 de novembro. Para sugestões, críticas ou comentários, envie um email para dados@vortex.media.


65,2%

Dos brasileiros desempregados no terceiro trimestre de 2019 são pretos ou pardos, apontou a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada pelo IBGE na terça-feira (19). Os brancos representam 34% dessa distribuição. O instituto também mostrou que a taxa de desocupação no país caiu 0,8% em relação ao período anterior, puxada pela informalidade

Por que isso importa?

O dado indica que a desigualdade racial também se manifesta na retomada do emprego, um dos principais desafios na recuperação econômica. O desemprego está empatado com a educação como o segundo maior problema do país, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada em setembro.


R$ 54 milhões

É quanto o Ministério da Educação planeja gastar com o programa de escolas cívico-militares em 2020 em 54 unidades de ensino. Mais da metade desse valor, 51,8%, será destinada para pagar militares da reserva, cedidos pelo Ministério da Defesa.

Por que isso importa?

O programa é uma das principais vitrines para a educação propostas pelo governo Jair Bolsonaro. O currículo de ensino continuará a ser definido pelos estados, mas cada unidade selecionada será gerenciada por militares, que definirão as regras de cada escola.


1.721 km²

Foram desmatados em áreas protegidas da Amazônia, mostrou levantamento do Vortex com base em dados do Inpe. É o maior índice de desflorestamento de unidades de conservação e terras indígenas na década.

Por que isso importa?

O desmatamento da Amazônia está no epicentro da crise internacional que o governo Bolsonaro enfrentou neste ano, com a França e outros países europeus. O presidente já afirmou que não demarcaria mais territórios indígenas em seu mandato e defende que essas áreas sejam liberadas para mineração, agropecuária e garimpo, três das atividades econômicas que mais pressionam os índices de desflorestamento.


66%

Dos recursos analisados pelas câmaras criminais do Tribunal de Justiça de São Paulo foram negados com base no argumento de que “tráfico privilegiado” é crime hediondo. Tráfico privilegiado diz respeito a réus primários, de bons antecedentes, que não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.

Por que isso importa?

Foram analisados 96 casos pela Conectas Direitos Humanos, e desses 63 possuem decisões que vão contra o entendimento do Supremo Tribunal Federal e do Supremo Tribunal de Justiça em relação ao crime de tráfico privilegiado. O dado mostra que apesar de o entendimento ter sido alterado nos tribunais superiores e conhecido pelo TJSP, ele ainda é pouco aplicado em casos concretos.


Colaboraram Gabriela Sá Pessoa e Lucas Lago

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