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Dados

Dados da semana #6: venezuelanos, publicidade do governo e representação política

(atualizado: 14/11/2019, 15:40)

Essa é uma seleção feita pela Editoria de Dados do Vortex com os principais dados da semana terminada em 14 de novembro. Para sugestões, críticas ou comentários, envie um email para dados@vortex.media.


34,9 mil
venezuelanos

Pediram refúgio no Brasil nos dois primeiros quadrimestres deste ano, segundo relatório de imigração divulgado na segunda-feira (11) pelo Ministério da Justiça. O número é 11% menor do que o registrado no mesmo período em 2018.

Por que isso importa?

A onda migratória de venezuelanos é um dos principais reflexos da crise política e humanitária na Venezuela e demanda políticas públicas por parte do governo brasileiro. Segundo o Ministério da Justiça, essa redução de pedidos de refúgio indica que os imigrantes do país vizinho têm solicitado mais vistos de residência do que de refúgio.


24,4%
dos deputados federais são pretos ou pardos

Maioria da população brasileira (55,8%), pretos e pardos são sup-representados na política, segundo o estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil divulgado pelo IBGE na terça-feira (12): além de minoria na Câmara dos Deputados, esse grupo representa 28,9% dos deputados estaduais e 42,1% dos vereadores eleitos.

Por que isso importa?

Passados mais de 130 anos do fim da escravidão, os indicadores sociais e econômicos ainda refletem desigualdades no Brasil. Pela primeira vez, pretos ou pardos passaram a ser 50,3% dos estudantes das faculdades públicas — um reflexo da política de cotas. No entanto, ainda são 64% dos desocupados no mercado de trabalho e maioria dos que ocupam empregos informais.


35%
da verba para publicidade televisiva

Foi quanto a Record recebeu da Presidência da República, mesmo tendo apenas 15% da audiência. O Vortex mostrou que a emissora de Edir Macedo e o SBT se tornaram as mídias preferenciais da Secretaria de Comunicação do governo Bolsonaro e ultrapassaram as receitas destinadas à Globo, líder de audiência.

Por que isso importa?

O modo como o governo federal gasta a verba destinada à publicidade deve seguir regras para fazer política de Estado, sem atender a preferências pessoais ou ideológicas.


Colaboraram Gabriela Sá Pessoa e Sérgio Spagnuolo

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