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Dados

Dados da semana #5: pobreza extrema, leilão do pré-sal e liberdade na internet

(atualizado: 08/11/2019, 16:26)

Essa é uma seleção feita pela Editoria de Dados do Vortex com os principais dados da semana terminada em 8 de novembro. Para sugestões, críticas ou comentários, envie um email para dados@vortex.media.


13,5 milhões
de brasileiros
Data da Divulgação: 06/11/2019

Viviam em 2018 com menos de R$ 145 por mês, em situação de extrema pobreza, segundo o Síntese de Indicadores Sociais, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Por que isso importa?

O índice é o maior desde 2012 e reflete as dificuldades do governo em elaborar políticas públicas para combater desigualdades e recuperar a economia. A extrema pobreza atinge, sobretudo, pessoas mais vulneráveis e com menos condições de ingressar no mercado de trabalho


50,5%
Data da Divulgação: 06/11/2019

É quanto o salário de pessoas pretas ou pardas foi menor em 2018 do que pessoas brancas, também segundo o IBGE. O rendimento médio domiciliar per capita do primeiro grupo, maioria da população brasileira, foi de R$ 934. O do segundo grupo, R$ 1.846.

Por que isso importa?

A diferença salarial reflete a desigualdade racial presente no país. De acordo com o IBGE, a população preta ou parda é o principal grupo atingido pela pobreza no Brasil: são 38,1 milhões de pessoas nessa condição. Desse total, as mulheres negras ou pardas são maioria — 27,2 milhões delas vivem abaixo da linha da pobreza.


R$70 bilhões

Foi o montante que governo arrecadou com o leilão de concessão das áreas do pré-sal, 33% a menos dos R$ 106 bilhões que estimava angariar. Mesmo abaixo do esperado, o resultado do pregão não estragou a perspectiva favorável na área econômica neste momento.

Por que isso importa?

Os R$ 70 bilhões são suficientes para reduzir o déficit fiscal para algo em torno de R$ 90 bilhões, o que o coloca abaixo da meta de R$ 139 bilhões previstas na lei orçamentária. Essa receita extraordinária serve para o governo fechar as contas do ano.


64

Foi a pontuação do Brasil no relatório “Liberdade da Rede” de 2019 desenvolvido pela Freedom House, um observatório americano que monitora a expansão da liberdade e da democracia pelo mundo. O índice varia de 0 (pouca liberdade) a 100 (plena liberdade). A pontuação dos EUA é 77 e a da China, 10.

Por que isso importa?

O país regrediu 5 pontos em relação ao último relatório, de 2018. O principal motivo apontado pelo grupo foram as táticas de manipulação, remoção de conteúdo político e ciberataques relacionados a campanha eleitoral do ano passado. O documento afirma que, apesar de ter uma legislação digital progressista, o ambiente online no Brasil passa por restrições em razão de ataques a repórteres nas redes sociais e leis criminais de difamação


Com colaboração de Gabriela Sá Pessoa e Lucas Lago

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